SOBRE A 

EXPOSIÇÃO

EXCURSÃO PAJEÚ, proposição da artista e arquiteta Cecília Andrade, faz parte do projeto Era uma vez um rio, patrocinada pela Lei Rouanet. Trata-se de uma viagem pelas dimensões físicas e simbólicas de um rio que está em processo de apagamento. O projeto combina uma exposição, onde são apresentadas intervenções e documentos do processo de sua pesquisa de mestrado, a uma série de caminhadas guiadas semanais com o uso de um aplicativo desenvolvido exclusivamente para a experiência. Os visitantes são convidados a arriscar-se em uma experiência anti-turismo pelo Riacho Pajeú, descobrindo-o através da cidade e de documentos digitalizados.

FICHA TÉCNICA

Curadoria

Ana Cecília Soares e Cesar Baio   Coordenação de produção

Samara Garcia  

Produção executiva/Montagem

Kelviane Lima  

Design e Expografia

Super:gráfico  

Assessoria de imprensa/Mídias

Allan Diniz (85) 98635-4479

Coordenação Administrativa-financeira Sérgio Murilo Silva Granja

Vídeo

Direção e edição:

Cecília Andrade e Allan Diniz

Montagem:

Allan Diniz

Captação de som:

David Leão  

Estacionamento Pajeú Park
Estacionamento na rua Melvin Jones
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Porta azul da rua Sen. Almir Pinto

SALVE
AS DATAS

16 nov

Abertura e fala sobre a pesquisa e o processo criativo 

Local: CCNB Fortaleza

Quinta, 18h

 

24 nov + 01, 08 e 15 dez 

Apresentação sobre a pesquisa e o processo criativo 

Local: CCNB Fortaleza

Sextas, 10h

 

25 nov + 02 e 16 dez 

Caminhada Guiada "Curto Circuito Pajeú"

com uso do aplicativo Excursão Pajeú

Local de partida: CCBNB Fortaleza

Sábados, 10h

 

09 dez

Percursos Urbanos 

Local de partida: CCBNB Fortaleza

Sábado, 15h

AO RIO

QUE AINDA EXISTE...

Por mais de 200 anos, o Riacho Pajeú foi considerado de grande importância para Fortaleza,
banhando toda a cidade de vida e possibilidades, mas a intensa urbanização e a ocupação desenfreada vivida pela capital cearense trouxeram consigo danos graves ao afluxo. Mesmo tendo sofrido um processo de apagamento geográfico, a presença do corpo d'água permanece como um imaginário a disputar.


É nesse contexto, em busca de percorrer os descaminhos do Riacho Pajeú, a partir de um olhar atento e sensível, que a artista visual Cecília Andrade nos convida, com sua poética, a mergulhar nessa história de ausência e destruição, cujas cicatrizes tendem a aparecer vez por outra para se tornar o símbolo complexo e inesgotável de uma existência que ainda clama. Excursão Pajeú, fruto da pesquisa de mestrado desenvolvida pela artista, nos mostra que a memória não pode ser calada, embora alguns insistam em silenciá-la.


A exposição nos traz uma série de trabalhos que se apropria das mídias locativas e do discurso do turismo, como forma de tensionar o que há por trás do sumiço do rio. Aqui temos o reencontro com um passado que não lembrávamos existir; e, assim, como disse Ítalo Calvino, em As cidades invisíveis, "para descobrir quanta escuridão existe em torno, é preciso concentrar o olhar nas luzes fracas e distantes".


Ana Cecília Soares,
Curadora.

A VIDA NA CIDADE

COMO OBRA DE ARTE

Tomo a liberdade de emprestar de Henri Lefebvre, em seu Writings on Cities, a frase que dá título a este texto. Faço-o porque talvez não haja palavras mais apropriadas para descrever o interesse de Cecília Andrade em conceber a cidade como experiência estética que, elevada a sua última potência, é capaz de reconciliar o sujeito com as dimensões políticas e existenciais do espaço público.


A artista infiltra-se nas redes de promoção do turismo predatório e de zoneamento institucional e faz da ironia a estratégia perfeita para corroer o significado das narrativas do Urban Branding. Articulando habilmente as instâncias do visível, do dizível e do sensível entre diferentes procedimentos e tecnologias, Cecília busca reconstruir o imaginário de uma cidade viva, que se revigora a cada caminhada, a cada encontro fugaz em suas calçadas, a cada novo ângulo descoberto pelo olhar inquieto de quem se propõe a explorá-la.


Por meio da uma forma rara de articular o rigor de uma pesquisadora com a sensibilidade de uma artista, Cecília mergulha nos arquivos do que um dia foi um rio e emerge de volta com uma poética que, uma vez ativada pelo contato do corpo com o espaço, reconstrói a própria cidade na medida em que caminha por ela.


Cesar Baio,
Orientador e curador.

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